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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Os protestos que podem estragar a festa do Papa

O Papa Francisco que se cuide. Se depender dos movimentos sociais, protestos vão marcar sua passagem pelo Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece de 23 a 28 de julho. De "beijaços" a marchas, uma série de ações estão sendo programadas para criticar posições da Igreja Católica nesse período.

Previsto para acontecer durante discurso do religioso no evento, o "beijaço" LGBT já conta com a adesão de cerca de 250 pessoas no Facebook. De acordo com os organizadores, a troca de beijos coletiva entre pessoas do mesmo sexo será uma crítica "à crescente homofobia e fundamentalismo religioso" no país.

Além desse protesto, mais dois eventos podem atrapalhar a JMJ. Denominado "Papa, veja como somos tratados", um dos protestos está marcado para acontecer na próxima sexta-feira (26), às 17h, em Copacabana. No mesmo dia, uma encenação da Via Sacra e uma vigília serão realizadas no bairro da zona sul.

No sábado (27), é a vez da Marcha das Vadias tomar às ruas de Copacabana a partir das 14h. Porém, o protesto a beira-mar não deve afetar a programação do dia da JMJ, concentrada em Guaratiba, zona oeste do Rio.

Antes mesmo do começo da jornada, protestos simultâneos em 14 cidades vão criticar posicionamentos conservadores da igreja no domingo (21), véspera da chegada do Papa ao país.

"Como os espaços no Rio ficarão bastante controlados, optamos por descentralizar nossas ações", explicou Regina Jurkewicz, do grupo “Católicas pelo direito de decidir”. A organização coordena a série de manifestações em favor de medidas como o fim do celibato, a entrada da mulher no sacerdócio e a revisão da moral sexual da Igreja Católica – entre outros pontos.

Segundo documento divulgado pela Abin, os protestos estão entre as principais fontes de ameaça durante a JMJ.

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