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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Libra: Exército coordena a segurança do leilão

Sob a coordenação do Exército, o esquema montado para garantir a segurança do leilão do campo petrolífero de Libra mobilizará 1.100 homens. Além de soldados, a operação inclui equipes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das polícias militar e civil do Rio, do Corpo de Bombeiros e até da Guarda Municipal da capital carioca.

Deve-se o envolvimento do Exército e das forças federais de segurança a um pedido feito a Dilma Rousseff pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Os dois conversaram há seis dias, em 11 de outubro. Acionado, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão do Ministério da Defesa, montou o que no jargão militar é chamado de GLO, operação de ‘Garantia da Lei e da Ordem’.

Em reunião realizada na tarde desta quinta (17), os detalhes da operação foram apresentados aos ministros Celso Amorim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça) e José Elito Carvalho (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência). O leilão de Libra, primeiro campo do pré-sal a ser levado ao martelo, está marcado para as 15h de segunda-feira. O esquema de segurança será deflagrado na véspera.

As duas últimas vezes em que o Exército estruturou esquemas semelhantes no Rio foram durante a viita do papa Francisco e na Copa das Confederações, em junho, mês em que o asfalto roncou no Brasil. O que levou Cabral a recorrer novamente a Dilma foi o receio das manifestações.

Contrárias ao leilão, a Federação Única dos Petroleiros e a Via Campesina inauguraram os protestos já nesta quinta, numa ocupação do prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Na noite da véspera, funcionários da Petrobras decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em protesto contra a realização do leilão.

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